
Em mais um daqueles meus inspiradores momentos no lugar onde pago meus pecados (também conhecido como ônibus), eu comecei a viajar em um sentido além do literal, como sempre faço, do mesmo jeito sempre esqueço de tomar o Gardenal.
Enfim, pensei em aulas de potuguês, e tal... Não sei como, mas pensei sobre sinônimos e antônimos. E aí vi que mais uma vez a escola nos enganou. Nenhuma palavra tem sinônimo exato.
Se eu soubesse disso na terceira série, teria feito a R3B3Ld3 e colocado tudo antônimo na prova, mas naquela época eu tomava o Gardenal direitinho.
Eu sei, sinônimos são essenciais numa Redação, para que a repetição de palavras seja evitada. Eu sei, o Aurélio disse que as palavras podem apenas ter sentidos aproximados, mas acho que isso não justifica a troca delas em certas ocasiões. Tipo, “Ele estava tão perto” não é a mesma coisa de “Ele estava tão próximo”. A primeira parece que o cara estava fisicamente ao lado da pessoa, a segunda soa como se o cara estivesse sempre lá pra apoiar. Né?
E às vezes esse detalhe acaba interferindo no jeito que a gente se relaciona. Uma palavra muda tudo, sendo ela sinônimo da que você queria ou não ouvir/dizer. Um Olá é diferente de um Oie. Menina é diferente de Garota. Amor é muito diferente de Afeto.
Porque às vezes a gente precisa de alguém com quem dividir a tarefa, precisamos de ajuda. E em outras vezes precisamos de álguem para motivar as tarefas, precisamos de apoio. O medo do escuro nos faz desejar uma pessoa perto, e o medo da vida uma pessoa próxima. Às vezes precisamos de carinho. Outras, queremos só um cafuné.
Acho que na escola deviam mesmo nos ensinar essa arte de usar as palavras. De saber especificar o que queremos, para não confundir as pessoas por meros detalhes. É isso, eu sei que sou péssima em concluir ideias.
Mali Melo was here.
ps: Achei essa foto engraçada. Ria também.